Oi, pessoal,
Já ando pela Rua dos Goitacazes há muitas semanas. Desde fevereiro, precisamente, quando comecei a cobrir o "Quarteirão do Soul". O que posso dizer, aqui, nesta fase de apuração, é que aprendi, finalmente, a flanar. Nunca pensei que conseguiria, pois vivendo esse frenesi contemporâneo, comum a quase todos os mortais, já havia me desacostumado a andar sem a lembrança do relógio. Mas o fato é que, quando chego na Goitacazes, consigo entender João do Rio, no seu livro "A alma encantadora das ruas": é preciso, de fato, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. E, então, "ver o que os outros quase não podem entrever".
Sempre gostei do tempo mais longo para a apuração de pautas. Assim, fugimos do superficial. Pena que no jornalismo cotidiano isso não é possível.
Eu só sei que gosto, demais, das reportagens literárias. Hoje e sempre...
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2 comentários:
pq vc nao usa esse livro, de algum modo? vc sempre o cita, parece tao bacana (uma das leituras para as quais ainda quero ter tempo).
geane
Cris, é claro que vc tem que andar sem relógio na Goitacases, principalemente no "Quarteirão do Soul". Já ouviu aquele ditado: "O seguro morreu de velho...."
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